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Curiosidades

POR QUE AS LÂMPADAS COMUNS GASTAM MAIS ENERGIA DO QUE AS
FLUORESCENTES?

Porque são burras. Em vez de iluminar, as chamadas lâmpadas incandescentes transformam em calor quase
toda a energia elétrica que absorvem. Inventadas no século passado, elas geram luz por meio de um primitivo
filamento de tungstênio. Só que esse metal esquenta um bocado – pode chegar a 2 500 graus Celsius. Ele
produz 90% de calor para, no máximo, 10% de luz visível. Um desperdício. As lâmpadas fluorescentes usam
uma tecnologia bem mais esperta: são recheadas de gás argônio e de um pó à base de fósforo. Ao receber
eletricidade, o argônio libera radiação ultravioleta. Essa luz invisível estimula os elétrons do pozinho, que
acaba brilhando. O sistema é quatro vezes mais eficiente que as lâmpadas comuns porque perde menos
energia em forma de calor. Sorte da sua conta de luz.

Por que há regiões do Brasil onde a tensão é de 110 volts e outras de 220 volts?

!Não existem apenas esses dois valores. “No Brasil, a tensão da rede elétrica pública pode ser de 115, 120,
127 ou 220 volts”, explica o engenheiro Márcio Antônio Sens, da Universidade Federal Fluminense, em
Niterói, Estado do Rio de Janeiro. A escolha decorre dos equipamentos elétricos que começaram a
desembarcar no país a partir de 1879. Os de origem européia tinham tensão entre 220 e 240 volts. Já os
americanos variavam entre 108 e 127 volts. No fundo, os sistemas são parecidos e o consumo de energia
é idêntico. Mas o de 220 volts tem uma vantagem: a instalação é mais barata, já que podem ser usados fios de
cobre menos espessos. Por isso, as regiões que têm rede elétrica mais recente adotaram essa opção. A
tendência do futuro, no entanto, é que só existam duas voltagens. “A tensão acabará sendo padronizada em
127 e 220 volts, por imposição do mercado”, prevê Sens. Não é sem tempo.

Curiosidade

A eletricidade que utilizamos em nossas casas é composta por uma onda eletromagnética que se propaga tanto
por dentro quanto por fora de seu condutor. Quando ligamos um fio metálico na tomada, os elétrons deste
material começam a oscilar, cada um deles transmitindo seu movimento ao vizinho. Esse vaivém forma a
onda que transporta metade da energia sob a forma de uma corrente elétrica. A outra metade é transmitida
pelo campo magnético criado ao redor do fio: ele acompanha a onda e se reveza com ela para conduzir a
força. “A energia para consumo doméstico oscila 60 vezes por segundo entre o campo magnético externo e a
corrente elétrica interna”, afirma o engenheiro eletrônico José Cleber da Cunha Pinto, da Universidade de São
Paulo. Em cabos de alta tensão essa força externa pode atingir um raio de centenas de metros e ser forte o
suficiente para acender uma lâmpada fluorescente sem precisar ligá-la na tomada. Acredite: você aponta os
fios de uma luminária para o cabo e ela acende sozinha. Isso acontece porque seu magnetismo ioniza – ou
seja, altera a carga elétrica – as moléculas de gás que estão dentro da lâmpada. O resultado desse processo é
que as moléculas emitem luz. A longo prazo, esse campo magnético externo também pode agir sobre o corpo
humano e até provocar câncer. “Por isso, não se deve construir casas embaixo de fios de alta tensão”, diz José
Cleber.

A força é transmitida por uma onda eletromagnética. Parte dela está na corrente elétrica dentro do fio e parte
está no campo magnético ao redor dele

O campo magnético gira em volta dos cabos. Em fios de alta tensão pode alcançar um raio de mais de 100
metros
A corrente elétrica é transmitida no fio pelo movimento dos elétrons na superfície do metal. A oscilação de
um elétron é transferida a outro em uma onda que se propaga em alta velocidade

O físico e químico dinamarquês Hans Christian Oersted (1777-1851) descobriu que uma corrente elétrica
criava um campo magnético como o dos ímãs. Em sua época, achava-se que a eletricidade não tinha nada a
ver com o magnetismo. Mas, no final de 1820, Oersted passou a duvidar disso. Sua suspeita começou quando
dava uma aula na Universidade de Copenhague. Ele queria ensinar como provocar eletricidade juntando dois
pólos opostos. Mal fez isso, viu mexer o ponteiro magnético de uma bússola que estava na mesa por acaso. A
reação dos outros professores foi de zombaria quando Oersted lhes contou o ocorrido. Mas, curioso, o
cientista repetiu a experiência, tirando proveito das tempestades, freqüentes no inverno de seu país. Várias
vezes, saiu na chuva com uma bússula e sempre que caía um raio – que é uma corrente elétrica – o ponteiro se
movia. Assim, provou a existência dos campos eletromagnéticos.

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